domingo, 25 de março de 2012

O MISTÉRIO DO MUNDO

 

  Estamos vivemos uma época de certa libertação das vontades humanas e opressão do que já foi oprimido, época de rever conceitos de certo e errado, combatendo o que um dia foi normal e hoje é agressivo, mas como sempre foi, mantendo muitas hipocrisias e sujeiras escondidas.   
   O jogo essencial entre o verdadeiro e o falso é manipulável, incerto e contingente. Para Nietzsche a verdade é um ponto de vista. Para René Descartes a certeza é o critério da verdade. A filosofia estuda a verdade de diversas maneiras. A metafísica se ocupa da natureza da verdade. A lógica se ocupa da preservação da verdade. A epistemologia se ocupa do conhecimento da verdade. Mas todas as verdades são relativas, pois todas as verdades não podem ser absolutas.
E porque com tanto acúmulo de conjecturas, pensamentos, conclusões, hipóteses, teorias, estudos e observações o mundo têm belezas, carnificinas, imundícies, crimes e templos? 
Porque desde a China antiga as meninas já eram indesejadas?
Porque meninas africanas têm seus clitóris extirpados?
Porque gatos foram queimados na Europa antiga, considerados animais de bruxas, levando ao surto de peste negra?
Porque a cobra foi escolhida como um símbolo ruim? E não a minhoca que também rasteja, ou até o caracol?
Porque a humanidade constrói muros que depois perdem sua função (Berlim, China)?
Porque a eugenia?
Porque em algumas regiões o homossexualismo é considerado uma perversão, e em outras é homossexualidade, sendo que já foi homossexualismo no mesmo lugar?
Porque demoraram tanto para libertar os vários povos escravizados?
Porque a pena de morte e porque não?
Porque a eutanásia e porque não?
Porque alguns países matam como defesa, outros como terrorismo?
Porque dizem que a humanidade surgiu de Adão e Eva?
Porque condenam a homossexualidade dizendo que não existiu Adão e Ivo, mas Adão e Eva, e quem prova isso?
Porque a nudez ou a indumentária?
Porque os padrões de beleza?
Porque dizeres sábios e racionais são considerados céticos?
Porque alguns têm direitos que afetam a segurança de outros?
Porque temos ódio sem causa?
Porque temos amor sem causa?
Porque muitos usam a condescendência de forma tão descarada?
Porque julgam tanto o desconhecido?
Porque os povos permitem abusos de "poderosos"?
Porque não conhecem-se a si mesmos? 

Homens na sua maioria carregam um instinto dominador e insensível, gerando a maioria dos males do mundo. A competição é o sistema de manutenção da vida selvagem, mas continua na vida civilizada direta e indiretamente de forma camuflada. Infelizmente o ser humano precisa de disciplina e de temor, mas tudo isso tem sido feito até hoje de forma desordenada e conflituosa. As pessoas são diferentes, mas a democracia não permite diferenciá-las. E no final das contas o que interessa mesmo é o dinheiro e a dominação!







          
"NUNCA ANTES A PAIXÃO DESTRUTIVA FOI TÃO CRIATIVA"

Parece que o dito anormal é o que mais cria neste mundo.




Foto de Spencer Tunick




quinta-feira, 22 de março de 2012

A NATUREZA É CRUEL - NEM SEMPRE ESCAPAMOS, TALVEZ COM MUITA LUTA - MAS DEVEMOS APRENDER A NÃO PREDAR SEM CAUSA

      Só semblantes são sempre enganos, e julgamentos são sempre perigosos, a face pode ser muito diferente da mente. Ter pré-julgado pessoas pelo rosto ou pelo jeito já me deixou surpresa várias vezes, ao ver como eram boas, a ponto de me deixar envergonhada por dentro, mas aliviada. Essa lição eu aprendi, e queria muito que os que me rodeiam aprendessem também. Confusões são comuns, mas o cuidado com a face simpática é o mesmo que deveríamos ter com a face calada e séria. Como você nunca deve olhar uma flor e cheirá-la sem examiná-la, não deve falar de um ser sem examinar seu comportamento, que é dirigido à você.
    A natureza é cruel, e nem sempre o amor que você dá (?) você receberá, as teias e outras armadilhas estão espalhadas por ai, a necessidade do outro não terá compaixão de você necessariamente, mesmo que seja por uma boa causa para ele, em vez de apenas ser pelo prazer de ver outro se degradar.
    Eu posso ser várias, mas gosto muito de ser uma especial, que impressiona, e deixa a magia sair como um perfume encantador, mas a vida precisa de cautela, e sinto que ela está passando rapidamente como um filme. Mas quero manter os olhos vivos e brilhantes, e continuar a buscar o saber da existência. 



Luciana Rebello Carvalho
Foto de Paulo Junqueira.



quarta-feira, 21 de março de 2012

Rock Alternativo, Progressivo, Sinfônico, Indie, Pós Punk, New Wave e mais um pouco...

Um pouco de tudo isso encontramos nestas duas bandas FRANZ FERDINAND e MUSE, duas bandas da atualidade adoráveis. Duas das poucas que gosto desta leva mais nova (final dos anos 90 e da era de 2000 para cá).

UM MIX DE FRANZ FERDINAND E MUSE PARA CURTIREM!


quinta-feira, 15 de março de 2012

São Paulo Lidera as Estatísticas Mundiais de Transtorno Mental

      Cerca de 30% dos paulistas apresentam algum distúrbio mental, de acordo com um estudo realizado pela Organização Mundial de Saúde (OMS) em 24 países. A prevalência é a maior em relação a pesquisas semelhantes feitas em outros lugares do mundo.
O estudo foi coordenado pelo sociólogo Ronald Kessler, da Universidade Harvard e publicado na revista PLoS One em fevereiro, no artigo São Paulo Megacity Mental Health Survey e aqui no Brasil realizado no âmbito do Projeto Temático "Estudos epidemiológicos dos transtornos psiquiátricos na região metropolitana de São Paulo: prevalências, fatores de risco e sobrecarga social e econômica", financiado pela FAPESP e encerrado em 2009. Entre os autores do artigo está Laura Helena Andrade, professora do Departamento e Instituto de Psiquiatria da Faculdade de Medicina (FM) da Universidade de São Paulo (USP).
      O pesquisadores se concentraram em estimar a prevalência, severidade e tratamento, de acordo com o DSM-IV. Foram examinados correlatos sócio-demográficos, aspectos da vida urbana como a migração interna, exposição à violência e privação social nos últimos 12 meses. Eles descobriram que os transtornos de ansiedade foram os mais frequentes, acometendo cerca de 20% das pessoas, seguido do transtorno de humor (11%), impulsividade (4,3%) e uso de substâncias (3,6%).
É previsto que o crescimento da população mundial se concentre nas grandes cidades, especialmente nos países em desenvolvimento. São Paulo fornece um aviso prévio sobre a carga de transtornos mentais associados ao aumento de desigualdades sociais, econômicas, estressores ligados à rápida urbanização e deterioração da saúde.
Localizada no sudeste do Brasil, a cidade detém mais de 10% da população brasileira e é a quinta maior área metropolitana do mundo, com cerca de 20 milhões de habitantes. É considerado um importante centro industrial e comercial na América Latina. Entre 1997 e 2007, o processo de urbanização aumentou a população em 10% na cidade e 25% em áreas periféricas e municípios à sua volta. Este crescimento é em parte uma conseqüência da migração rural-urbana mobilidade e dos migrantes de regiões pobres do Brasil, que buscam oportunidades de emprego, educação, assistência médica e melhores condições de vida. Como em outras áreas metropolitanas, essas mudanças levam à ocupação desordenada, falta de habitação e ampla crescimento de trabalho informal.
    Esse contexto facilita o isolamento social e a dissolução das relações familiares primárias. O empobrecimento associado a essa situação produz violência, aumenta as taxas de homicídio, insegurança, tornando propício o desenvolvimento de transtornos mentais.
     Ao cruzar as variáveis, os pesquisadores concluiram que as mulheres que vivem em regiões de alta privação, são as que mais sofrem de transtorno de humor, enquanto que homens migrantes têm mais transtornos de ansiedade. "É necessário que haja rápida expansão no sistema brasileiro de saúde do setor primário e trabalho focado na promoção da saúde mental. Essa estratégia pode se tornar um modelo diante de poucos recursos em uma área altamente habitada como São Paulo", diz Kessler.
Para Laura, não é possível ter um serviço especializado em todas as unidades, por isso é preciso equipar a rede com pacotes de diagnóstico e de conduta a serem utilizados pelos profissionais de cuidados primários. É preciso capacitar não só os médicos, mas também os agentes comunitários, que devem ser orientados para identificar casos não tão comuns como os quadros psicóticos, levando em conta os fatores de risco associados aos transtornos mentais.