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segunda-feira, 16 de setembro de 2013

Tristeza não tem fim...

Felicidade - por Maysa


Tristeza não tem fim
Felicidade sim...

A felicidade é como a pluma
Que o vento vai levando pelo ar
Voa tão leve
Mas tem a vida breve
Precisa que haja vento sem parar.

A felicidade do pobre parece
A grande ilusão do Carnaval
A gente trabalha, o ano inteiro
Pra fazer a fantasia
De rei, ou de pirata, ou jardineira
E tudo se acabar na quarta-feira.

Tristeza não tem fim
Felicidade sim...

A felicidade é como a gota
De orvalho, numa pétala de flor
Brilha tranquila
Depois de leve oscila
E cai como uma lágrima de amor.

A minha felicidade está sonhando
Nos olhos de minha namorada
É como esta noite
Passando, passando
Em busca da madrugada
Falem baixo por favor
Pra que ela acorde alegre como o dia
Oferecendo beijos de amor.

Tristeza não tem fim
Felicidade sim...

quarta-feira, 4 de setembro de 2013

Para relembrar: Astronauta de mármore




A canção O astronauta de mármore (1989) é uma versão feita em português, pela banda Nenhum de Nós, de uma canção originalmente em inglês, chamada Starman, composta por David Bowie, e marcou a década de 80. Segue a letra:

A lua inteira agora é um manto negro
O fim das vozes no meu rádio
São quatro ciclos no escuro deserto do céu
Quero um machado pra quebrar o gelo
Quero acordar do sonho agora mesmo
Quero uma chance de tentar viver sem dor

Sempre estar lá
E ver ele voltar
Não era mais o mesmo
Mas estava em seu lugar
Sempre estar lá
E ver ele voltar
O tolo teme a noite
Como a noite vai temer o fogo
Vou chorar sem medo
Vou lembrar do tempo
De onde eu via o mundo azul

A trajetória escapa o risco nu...
As nuvens queimam o céu matiz azul...
Desculpe estranho, eu voltei mais puro do céu
Na lua o lado escuro é sempre igual...
No espaço a solidão é tão normal...
Desculpe estranho, eu voltei mais puro do céu

Sempre estar lá
E ver ele voltar
Não era mais o mesmo
Mas estava em seu lugar

Sempre estar lá
E ver ele voltar
O tolo teme a noite
Como a noite vai temer o fogo
Vou chorar sem medo
Vou lembrar do tempo
De onde eu via o mundo azul

Estar lá
E ver ele voltar
Não era mais o mesmo
Mas estava em seu lugar

Sempre estar lá
E ver ele voltar
O tolo teme a noite
Como a noite vai temer o fogo
Vou chorar sem medo
Vou lembrar do tempo
De onde eu via o mundo azul


A banda:







terça-feira, 3 de setembro de 2013

28 de agosto de 1963



    "I have a dream", eu tenho um sonho. Era Agosto de 1963. 

   Pronunciado há 50 anos, o discurso de Martin Luther King marcou o mundo, e ainda ecoa pelo planeta como um símbolo de liberdade e paz, um momento histórico único na luta pela igualdade de direitos e o fim da segregação racial nos Estados Unidos, que seria abolida um ano mais tarde, em 1964.

     Eu nunca ousarei dizer que sinto ou senti a dor de ser vítima dessa forma de preconceito, pois, penso ser imensurável, e apenas quem passou sabe mensurar, mas a dor que sinto é de tentar imaginar o que as vítimas da segregação racial passaram, e hoje, lamentavelmente de ser mal vista quando em relação afetiva com alguém que tenha um pouco mais melanina do que eu, ou até em relações de amizade, e se tornar um alvo do preconceito. Isso existe? Sim, é o preconceito velado, covarde e oculto, é absurdo, é vergonhoso, é para causar náuseas, mas saiba, de forma muito discreta ainda ocorre, e pode estar ao seu lado e você não sabe. Isso ocorre quando uma pessoa tenta desaprovar uma dessas relações com argumentos sobre nível social ou beleza; ou qualquer outra balela que não diria se se tratasse de alguém nos padrões "aceitáveis" pelo preconceituoso. É incômodo e doloroso ouvir a maldade humana nesse parâmetro, de forma que esse tenta lhe podar um sentimento, uma união ou uma amizade, apenas por concepções antiquadas, herdadas de ascendentes afetados por essa incoerência enraizada na "cultura" e costumes. Esse indivíduos, cegos e contaminados pelo ódio racial ainda existem, e na surdina tentam soltar seus tóxicos afim de encontrar quem compactue com suas ideias. É triste ter ciência de que tais indivíduos pararam no tempo, e ainda carregam a questão racial como nas décadas passadas, e pior ainda, ser alvo de seus venenos por viver independente de cor de pele, convivendo com o ser humano da forma que ele for, da origem que ele tiver, da cútis ou das feições que da nossa gama de variedades originou. 

    Não há como prever o fim do preconceito, mas é possível plantar boas sementes e contribuir com o futuro. 


"No final, não nos lembraremos das palavras dos nossos inimigos, mas do silêncio dos nossos amigos".

Martin Luther King

EU SOU

Uma antena
Um filtro
Um remédio
Um sapato

Recebo informações desencontradas
muitas absurdas e grosseiras
preciso moderar e conciliar situações alheias
continuo levando pisões

Um rádio
Uma bebida
Um paisagem
Um problema

Transmito informações, mas mudam a frequência
tento aliviar, mas em excesso posso prejudicar
tento ser bela, mas tenho ciclos
sou difícil de entender, mas as vezes tenho solução

Um perfume
Um lápis
Uma fera
Uma estrela

Posso lhe dar fragrância
posso escrever sua vida
posso agir como um animal selvagem
posso já ter morrido e você ainda me ver brilhar

quinta-feira, 15 de agosto de 2013

ESTILO: PUNK, GRUNGE, NEO GRUNGE

Na década de 1970 nascia o movimento punk
 muitas formas diferentes
 contracultura, diversão, rebeldia
 autonomia, sarcasmo, crítica
agressividade. Tudo isso como uma forma de reagir ao contexto político e social do momento: o desemprego, a economia capitalista, a guerra e a cultura hippie, que pregava a paz e    amor e tinha caráter totalmente otimista. Com propostas políticas anárquicas e de transformação social, o punk surge como movimento e como cultura jovem, através da música, da arte e da própria moda.
     O estilo punk já era muito definido e fácil de reconhecer, mas a relação entre punk e moda começa a se oficializar nos anos 1980, com a estilista Vivienne Westwood e seu marido, o empresário musical Malcolm McLaren. Malcolm era empresário dos Sex Pistols (uma das maiores bandas de punk rock da época) e Vivienne passou a vestir a banda, o que garantiu sua fama como “estilista punk”. Com isso, Vivienne Westwood começou a trazer o estilo punk para o universo da moda, em seus desfiles e coleções.


 A partir de Vivienne e Malcolm, o link entre o punk e a moda já estava feito, e – por mais que o movimento punk tenha perdido força – o estilo continuou a ser usado e reciclado no universo da moda, por diversos estilistas e criadores de tendência, até hoje.

  Grunge (às vezes chamado de Seattle Sound ou Som de Seattle) é um subgênero do rock alternativo que surgiu no final da década de 1980 no estado americano de Washington, principalmente em Seattle, inspirado pelo hardcore, punk, heavy metal e indie rock.





























sábado, 3 de agosto de 2013

Ideia avassaladora

A minha marca neste mundo eu vou deixar
Porque a intensidade me faz viver no limite            
Vivo tanto, que passo por noites procurando mais ar      
Chego ao ponto de parecer ter sublimado
e ter medo do que falo
Parece que sou um conjunto de ideias e a cada era
uma se manifesta e a outra apenas olha
A vida tem sido avassaladora e em algumas vezes
me sinto presa neste corpo que me acompanha
e sofre também, e um quer se livrar do outro,
mas quando fazemos as pazes tudo fica belo,
novamente, até a chegada da próxima dor.
Nesta vida real e na vida projetada serei assim,
tenho pressa de chegar ao fim da linha e descobrir
o que há no fim. E de qualquer forma, poucos poderão
me interpretar, mas o filme ainda não terminou.

quarta-feira, 31 de julho de 2013

O buscador incessante na roda-gigante

     

      O relacionamento amoroso é um ciclo incoerente. Ambos, os formadores do par nunca sentirão as mesmas intensidades de carinho, amor, saudades e admiração. E em certas faixas etárias, um ou os dois que aderiram ao relacionamento podem permanecer abertos para qualquer outra oportunidade que pareça conveniente. Não confie em ninguém, não aposte, não acredite, não mergulhe, não se assuste, pois raramente você será insubstituível, viva a vida e não se assuste quando tentarem te iludir com bocas abertas. As vezes você é apenas uma pecinha de um quebra-cabeça inteiro. Reveja seus valores, seu conhecimento e sua experiência de vida e não deixe nenhuma possível dor ser inoculada. Você é sua própria máquina completa. Continue agindo genuinamente, e se assustar, sente e leia mais um livro. O outro, é apenas o outro, por mais que seu calor seja agradável e relaxante, sua mente pode ser perigosa e pensante demais, e este pode te passar para trás sem qualquer pudor, mesmo uma vez deixando claro que isso não era justo (a afamada hipocrisia humana). Assim me deparo em um dos clássicos problemas-dilemas humanos, o de nunca estar satisfeito, e assim, a adaga se apronta para perfurar a entranha do outro, que na maioria das vezes não teve a oportunidade de se preparar ou fingiu que nada acontecia, mas o golpe vem sem dó nem piedade, na chuva ou no sol. E assim o buscador incessante retorna ao ciclo do enlace, desenlace, enlace, desenlace... E viva a roda-gigante! Nela há penduricalhos, desenhos e canções, etc, escolha se quer ciúme, saudade, tristeza ou flerte, brincadeira, lembrança. Quem muito quer nada tem, já dizia o velho ditado. Todavia ir com muita sede ao pote também pode lhe causar um afogamento, e agora José?